Esplendor Brasil

Rosea Nigra

Um Passado que Vive

Este livro, que aborda a transmissão familiar do al­coolismo feminino, surgiu com os estudos realizados pela psicóloga paranaense Ana Beatriz Pedriali Guimarães, em sua tese de doutorado apresentada na USP. Esta abordagem, a partir do ambiente familiar de mulheres de­pendentes de álcool, apresenta resultados inéditos.

 Um Passado que Vive - Transmissão Familiar do Al­coolismo Feminino é um livro que surgiu com os estudos realizados pela psicóloga paranaense Ana Beatriz Pedriali Guimarães, em sua tese de doutorado apresentada na Universidade de São Paulo (USP).

A abordagem da temática “alcoolismo”, a partir do ambiente familiar de mulheres de­pendentes de álcool, apresenta resultados inéditos. E já é considerada uma contribuição importante da atualidade para a definição de programas de prevenção e tratamento das farmacodependências femininas. Tanto que o trabalho recebeu premiação do National Institute of Drug Abuse (NIDA-USA), no Canadá, em 2009.

Conflitos Conjugais

Ao contrário do que muitos pensam, o estu­do demonstrou que as dependentes de álcool, em geral, são mulheres com maior grau de escolaridade, com mais idade e menor número de filhos se comparadas às não alcoolistas. Ainda: as dependentes apresentam mais conflitos com suas mães, companheiros e até mesmo com o avô paterno, apesar de superenvolvimento com o pai. Outra marca importante é a existência de conflitos conjugais em todas as gerações estudadas no caso das alcoolistas.

Mudanças de Atitudes

O intuito deste livro, no entanto, não é apenas apresentar os resultados da pesquisa sobre o alcoolismo feminino e sua transmissão ao longo das gerações. É bem mais amplo: pretende sugerir algumas mudanças de atitude nas brasileiras, para despertar a consciência de que a mulher só é fruto do meio familiar distorcido se não estiver ciente da possibilidade de escrever não apenas sua pró­pria história, mas de propiciar que suas filhas e netas também possam trilhar da melhor forma possível os seus próprios caminhos.

 

 

"Em novembro de 1996, de uma forma que hoje poderíamos chamar de audaciosa, fundamos o Programa da Mulher Dependente Química (PROMUD) no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. Tínhamos a pretensão de ser um grupo multidisciplinar baseado no tripé: assistência, ensino e pesquisa.

Logo percebemos que uma das nossas principais funções era formar multiplicadores. Jovens profissionais chegavam a nós inexperientes e ávidos de conhecimento, após um tempo os víamos partir com orgulho de ver o que tinham se tornado.

Passados quatorze anos podemos dizer que fomos muito mais longe do que sonhávamos. Este livro, baseado em uma tese original e acima de tudo de fundamental importância para a prática clínica, é uma prova disto.

Os surpreendentes resultados deste trabalho contribuem de forma decisiva para o desenho de programas de prevenção e tratamento no campo das farmacodependências femininas.

Sinto-me honrada de ter contribuído, ainda que indiretamente, para que este trabalho fosse realizado."

 

Patricia Brunfentrinker Hochgraf - Coordenadora Médica do PROMUD-IPq-HC-FMUSP

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Confira algumas imagens do livro.